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"Penso pela minha cabeça e não tenho cartão de militante do PSD"

  • 6 de jun. de 2017
  • 4 min de leitura

Joaquim Jorge explica em comunicado todo o processo que o levou a ser um dos nomes apontados pelo PSD, para ser candidato à Câmara Municipal de Matosinhos. O líder dos Clube dos Pensadores anuncia que não é candidato e explica que "pode ser, que um dia, o faça numa candidatura totalmente independente com os cidadãos que o queiram".

Joaquim Jorge

Comunicado na íntegra


"Sempre estive com total desprendimento neste processo. Fui desinquietado quando o meu telemóvel tocou para esta candidatura. Eu sou um ativista cívico, que pensa a democracia há 11 anos e se bate por projectos de cidadania, não por questões processuais e impasses internos partidários. Este convite, para concorrer à CM Matosinhos era um desafio interessante, estava com ânimo e força, por poder colocar em prática, as minhas ideias ao serviço de Matosinhos.


O meu feeling sempre me disse que deveria ter-me retirado e não dar mais para esta telenovela negra. Não desisti, logo, por insistência, solidariedade e respeito por quem me apoiou na concelhia: José António Barbosa (presidente), Pinto Lobão (1.º vice- presidente), Duarte Laranjeira (secretário-geral) e os vogais Clarisse Sousa, Gustavo Ribeiro, Pedro Barreira, Fernanda Teixeira, Miguel Borges, entre outros.

O PSD está refém do aparelho do partido, anquilosado e desfasado da realidade. O dossier Matosinhos do PSD foi uma peça teatral trágica ao nível de Hamlet de Shakespeare com intriga, deslealdade, traição, vingança e imoralidade.


Esta luta foi entre a velha política e a nova política. Esta luta foi entre o aparelho do PSD e a regeneração e abertura do PSD. Esta luta também foi pelo poder na concelhia de Matosinhos, mas também, pela sucessão de Pedro Passos Coelho. Marco António Costa é uma pessoa muito ambiciosa: numa 1.ª fase vai tentar ser líder parlamentar e numa 2.ªfase vai tentar ser líder do PSD. Deste modo, tem que colocar pessoas da sua confiança em lugares chave. Os elogios públicos a Passos Coelho não passam de faits- divers.

Endereço os parabéns a Marco António Costa, é preciso ter muito valor para se manter tantos anos no PSD, a dominar e influenciar as estruturas do PSD e não haver ninguém que lhe faça frente.


A Distrital liderada por Bragança Fernandes com Marco António Costa e Virgílio Macedo encerraram o partido num bunker, quem não é "como eles" é hostil. O PSD conforma-se em ser um partido residual de oposição em Matosinhos. Quando fui convidado para ser candidato independente à CM Matosinhos não fui convidado para uma prova de atletismo com obstáculos! Ou uma prova de atletismo que quando corto a meta, dizem-me que afinal tenho que continuar a correr! A distrital tudo fez para que o meu nome não passasse.


Sempre estive de pé-atrás, neste processo. Nunca pensei que uma concelhia do maior partido português aprovasse um independente com o meu perfil. Uma vitória pessoal de José António Barbosa pela evolução e funcionamento do PSD. O meu maior poder é não querer nada, todavia a minha vida nunca estará sujeita a pessoas que não são mais do que eu, só porque têm um cartão de militante.


Eu sabia que sou persona non grata, para os velhos do Restelo e démodé do PSD. Não tenho dúvidas que houve gente que minou este processo que estão há anos na estrutura do PSD Porto. No fundo, a distrital alimentou e instigou, a que este processo decorresse mal. Assim aconteceu na votação da concelhia (mas venci), depois aconteceu na assembleia de militantes, por fim, na distrital.


Toda a gente sabe quem são e como funcionam - o denominado aparelho do partido. Citando karl Kraus:"Quando o sol da cultura está baixo, também os anões lançam longas sombras".

O meu problema é que sou uma pessoa impoluta, que nunca tive problemas com a Justiça, não devo nada às Finanças e honro-me de ter um passado imaculado. Mas, tenho um enorme defeito, para alguns: penso pela minha cabeça e não tenho cartão de militante do PSD.

Matosinhos merece que se fale do seu futuro, de ideias e projetos para o seu bem, e não, guerrinhas e divisões.


Agradeço reconhecidamente o apoio dos membros da concelhia do PSD e de muitos militantes do PSD. Não me esquecendo da onda de entusiasmo de tantos matosinhenses e apoio constante.

A vida partidária que dá acesso a candidatos rege-se por uns poucos, deste modo ensimesmado e desfasado da realidade.


Entrei neste processo depois de pensar bem, saio pensando, sem azedume e ressentimento.

Vou continuar a fazer o Clube dos Pensadores, escrever artigos de opinião, a publicar livros e na docência. O Clube dos Pensadores no dia 1 de Junho internacionalizou-se, com Ramos-Horta.

Sinto um misto de impotência e alívio, vou continuar como sempre fui: transparente, livre, independente e insubmisso.


Não sei se a minha vida de candidato e de possível eleito seria feliz? As pessoas pensam muito em cargos e mordomias. Eu não! Atualmente, sou feliz isso é o mais importante para mim.

Quem define, para onde eu vou e com quem eu vou, sou eu. Esta minha hipótese de candidatura se tiver contribuído para a abertura e evolução dos partidos, já me dou por satisfeito.


O PSD tem regras e regulamentos que eu respeitei, concomitantemente o PSD não respeitou as regras de relacionamento com o cidadão Joaquim Jorge que foi convidado para ser candidato pela concelhia do PSD legítima representante do PSD em Matosinhos. Este processo arrastou-se desde Fevereiro.

Tenho como cidadão o direito de ter acesso a um cargo público. Pode ser, que um dia, o faça numa candidatura totalmente independente com os cidadãos que o queiram.


Boa sorte para o PSD e para Matosinhos.


See you soon!"



 
 
 

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