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“Defendemos a democracia e a transparência”

  • 7 de jul. de 2017
  • 3 min de leitura

Fundador e dirigente do Bloco de Esquerda (BE), Ferreira dos Santos é deputado municipal há dois mandatos. Após ter apresentado a candidatura à Câmara de Matosinhos, é agora tempo de conhecer as suas propostas.


Notícias Matosinhos (NM): Quais são as motivações desta candidatura, em que áreas pretendem atuar?


Ferreiras dos Santos (FS): As nossas principais linhas de atuação vão ser a defesa da democracia e a defesa da transparência. A defesa da democracia porque nos tempos que correm em Matosinhos, no país, na Europa e no Mundo, a democracia está a sofrer fortes ataques, por parte de forças, que reclamam o populismo e se tentam apropriar dos órgãos democráticos minando-os por dentro. Uma responsabilidade também que se deve a algum desleixo por parte dos democratas, pela forma, como atuam nos órgãos políticos. Por isso, defendemos também uma grande transparência, porque achamos que esta não existido, sobretudo, na maneira como a cena política se desenvolve, não se regista uma permanente prestação de contas à população, não só em Matosinhos, se bem que, aqui, no concelho, deveria existir uma maior transparência, nomeadamente, no processo de contratação e fornecimento de serviços e na admissão de pessoal. Achamos que devemos contribuir para melhorar essa situação e, por isso, nos apresentamos às eleições.

Ferreira dos Santos, BE


NM: Em termos de propostas concretas, o que pretendem melhorar?

FS: Embora a Câmara de Matosinhos tenha uma política social razoavelmente aceitável, achamos que deveria ser feito mais e melhor. Estou na Assembleia Municipal há dois mandatos, desde sempre tenho proposto que se melhorem os apoios aos idosos e às crianças, nomeadamente, com centros de dia, creches e casas de repouso. Sempre me tem sido dito pelos presidentes de câmara, que o município não tem apetência para gerir estas estruturas sociais. Em Matosinhos, há inúmeras IPSS ‘s onde os cidadãos despendem muito dinheiro. Neste sentido, consideramos que é absolutamente imprescindível que, num país onde 30 por cento dos habitantes são idosos, onde muitos têm carências graves, do ponto de vista financeiro, acompanhamento, saúde e habitação, achamos indispensável que uma câmara municipal que, inclusivamente, assinou uma parceria onde se diz um município amigo dos idosos, tenha de facto alguma atuação nesta vertente.



NM: Quanto às crianças, quais são as vossas preocupações?

FS: Qualquer casal que tenha filhos tem alguma dificuldade em encontrar um local com alguma segurança e nem sempre barato. Se a câmara quer assegurar que os casais jovens continuem a viver em Matosinhos, tem que olhar com cuidado para esta questão, dotando o concelho de creches seguras e dignas.


NM: A posição do BE, relativamente, aos bombeiros é conhecida publicamente. Vão voltar a abordar este tema?

FS: É absolutamente necessário por parte dos corpos de bombeiros conseguir um mínimo de coesão e uma economia de meios que impeça que quatro companhias de bombeiros queiram ter um autotanque, um carro de desencarceramento e um número de bombeiros de serviço, cada uma, não faz sentido. Já abordámos este assunto com os bombeiros e com a câmara que agora estipulou uma nova medida concedendo um subsídio preferencial a três corpos de bombeiros deixando um de fora, o que também achamos não ser a melhor solução. Matosinhos é um concelho que tem de se preocupar com inúmeras questões de segurança, temos o Porto de Pesca, o Porto Marítimo, uma refinaria, o aeroporto bem perto, autoestradas, depósitos de hidrocarbonetos dentro da cidade. Em qualquer país do mundo, existem corpos especializados para tratar de todos estes setores e nós não temos. Achamos que estes quatro corpos deveriam trabalhar mais em cooperação e vamos tentar sensibilizá-los neste sentido. Mas, temos mais problemas em Matosinhos e um deles está relacionado com a questão do estacionamento. A forma como o anterior executivo decidiu organizar o trânsito em Matosinhos foi despejando inúmeros parcómetros pela cidade. Para nós, a prioridade, é primeiro conseguir ter uma rede de transportes públicos decentes.


NM: Para terminar, acham que é possível revitalizar o comércio tradicional?

FS: Consideramos que era muito importante que se desse alguma importância ao comércio de rua. Nos últimos anos proliferaram centros comerciais no concelho que vieram destruir o comércio tradicional. A Rua Brito Capelo foi um centro comercial importante e hoje está praticamente tudo fechado, porque não foi dada a devida atenção. Por um lado, os comerciantes também se deixaram ultrapassar, não acompanhando a modernização necessária. Por outro lado, acho que se encolheram e não exigiram nem reivindicaram mais atenção por parte do município.



 
 
 

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